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A Cor da Vida – Apresentação

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Foto: Leila Cunha

‘Quem conta um conto aumenta um ponto…’

Assim diz o antigo provérbio popular.

Confesso a vocês que levei certo tempo para entendê-lo.

Lá nos antigamentes, ainda garoto e atendendo pelo apelido de Tchinim, ouvi o vô Carlito referendar algumas prosas que eu havia lhe contado sobre minhas habilidades no campo de terra batida do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória.

Acho que exagerei um tantinho.

Vô Carlito preferiu não me contrariar:

– Tchinim, belo, muito bom. Quem conta um conto…

Disse e sorriu cúmplice.

Os amigos leitores, que aqui honrosamente me seguem, sabem que sou dado a imaginar fatos e feitos.

Pois bem…

Mesmo crescido, continuo um tantinho assim.

Mas, só um tantinho…

Tento, no entanto,  canalizar essas ‘viagens’ para as historietas que lhes trago aqui no Blog e nos livros. São inspiradas em fatos reais. Mas, sempre estou a lhes acrescentar uns teretetes, digamos, imaginários.

Querem um exemplo?

A partir de hoje, vou lhes trazer, em breves episódios diários (Dizem que as séries estão na moda), uma novelinha que escrevi logo nas primeiras semanas do tal isolamento social.

Lembram quando o velho normal se foi – e, na base do sopetão, começamos a conviver com o que logo denominaram de novo normal?

Então…

Foi nesse preciso momento que tive a ideia de rabiscar o conto A Cor da Vida.

Espero que gostem!

Vou lhes dar a sinópse:

Um garoto argentino, de nome Domingos (Mingo, para os chegados), e sua família (mãe, irmã e padrasto) são surpreendidos pelas notícias que o mundo vive uma aterrorizante pandemia quando passam férias numa pousada à beira-mar em Arraial d’Ajuda, no litoral sul da Bahia, Brasil.

Na mesma pousada, o extrovertido Mingo faz amizade com o escritor Enzo Leone que, ali, está instalado em busca de inspiração, paz, sossego e bons personagens para o livro de contos que pretende escrever e publicar ainda em 2020.

A amizade se intensifica quando um grupo de hóspedes – entre os quais a família de Mingo e o próprio escritor – concordam em fazer ali o anunciado isolamento social que as autoridades tanto pedem.

Um novo cotidiano é implantado na pousada. Que chamam de “quarentena”.

Regra básica: quem está fora não entra, quem está dentro não sai. (Se sair não pode voltar.)

Entre as trágicas notícias da pandemia no mundo – que, a bem da verdade, ele teme, mas pouco entende – e a lembrança de outros momentos limites que viveu – a separação dos pais e a vinda ao Brasil para morar em Belo Horizonte -, Mingo aprende com o escritor que a vida é um espantar-se. Por vezes, precisa de uma pausa e outro tanto de poesia para ganhar cor e sentido.

Aprende também a enxergar a felicidade muito além de onde nosso olhar pode alcançar. Mesmo em tempos tão áridos e tristes.

Ciente desse quase dom, numa daquelas manhãs na pousada, ele acorda cheio de ideias e se pergunta:

“Será que vou ser escritor também?”

Amanhã publicamos o primeiro episódio.

Estão todos convidados…

Apareçam!

 

 

 

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