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De elefantes, Centrão e alfaiate

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Sabem aquela velha máxima?

“Em briga de elefantes, quem se f… é a grama”.

Pois então…

A queda de braço entre o Nefasto presidente e o deprimente Congresso (pela aprovação do crédito extra de 248 bilhões de reais para o orçamento do Governo) vai acabar sobrando para os que mais necessitam.

Alguma novidade?

De olho grande na dinheirama – e do que fazer com os $$$ -, a turma do Centrão, apoiada pela bancada do PT, do PCdo B e do PL (durma-se com uma parceria dessas!) vem empurrando com a proeminente pança a votação da verba na Comissão de Orçamento do Congresso.

O Nefasto presidente e seus asseclas precisam do montante governar a gosto e propósitos e não cair na tentação das pedaladas fiscais – aquelas mesmas que derrubaram Dilma Rousseff da Presidência.

À pressão dos congressistas, o Nefasto respondeu bem a seu modo, com um twitter:

“Sem aprovação do PLN 4 pelo Congresso teremos que suspender o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência já no próximo dia 25. Nos meses seguintes faltarão recursos para aposentadorias, Bolsa Família, Pronaf, Plano Safra…”

Ops…

Eis o que chamam de nova política:

Vence quem tem mais garrafas vazias pra vender.

Não importa quem seja o prejudicado nessa paquidérmica arenga.

A cara do Brasil de hoje!

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pra variar, deu uma de Pilatos ao falar à Imprensa:

“Muito bom o presidente Jair Bolsonaro, enfim, ter mostrado preocupação com esse tema.”

Flanou na maionese.

Fez questão de acrescentar, porém: o importante tema é uma de suas mais recônditas preocupações desde o início do ano.

E, sem querer querendo, deixou escapar que alguns programas do governo estão parados, sim, “mas não pelo atraso na aprovação de algum projeto de lei.”

Um estadista, não?

Faz bem o moço sonhar com a presidência em 22 – ou  antes até, quem sabe?

Por enquanto, nenhum pronunciamento do Centrão.

Cruzou a tromba à espera dos acontecimentos.

Assim como fez com os presidentes anteriores, a bancada quer parceria no enredo “O Nefasto presidente no país das estripulias”.

Até as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar sabem dos despropositados e mastodônticos propósitos.

Enquanto isso, notícias contraditórias circulam nas redes sociais.

“Vão cortar os benefícios.”

“Não vão pagar os aposentados.”

Pânico entre os aflitos e vulneráveis.

Alguém sugeriu se precaver – e correr para os consignados.

Os agiotas de plantão agradecem.

Para o Nefasto presidente, sem problemas:

“Acredito na costumeira responsabilidade e patriotismo dos deputados e senadores na aprovação urgente da matéria.”

Me faz lembrar a comparação antiga – mas, sempre válida -, que o gênio Millôr Fernandes criou ao comparar o sistema político brasileiro a um alfaiate trapalhão:

“Quando a roupa não fica boa, ele faz os ajustes na gente mesmo.”

 

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