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Houve uma vez em Sampa…

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Foto: Walter Silva

Houve então aquele inesquecível 25 de janeiro.

São Paulo se fez História ao comemorar 430 anos de vida.

1986.

Foi o mais belo aniversário que a Metrópole pôde reverenciar.

Diante da Catedral da Sé, centenas de milhares de pessoas reuniram-se para fazer valer o desejo/sonho de por fim à ditadura militar e manifestarem-se pelas almejadas Diretas-Já.

Um ato cívico, cidadão, sem igual.

Foi memorável.

Nós da valente Gazetinha – 60 mil exemplares semanais, distribuídos gratuitamente na região do Ipiranga – lá estávamos para registrar o ato e o fato.

Chegamos por volta das 14 horas – e vimos a multidão que vinha de todos os lados. Uns usavam a camisa amarela (símbolo das Diretas-Já), outros com faixas e cartazes, alguns entoavam palavras de ordem e canções que pediam um país mais justo, solidário e livre.

Estavam felizes, acreditavam.

Na Praça João Mendes, atrás da Catedral, havia dois bloqueios.

Imprensa e autoridades deveriam entrar por ali.

Antes deveriam mostrar a identificação.

Foi num desses bloqueios que encontramos o sempre vereador Almir Guimarães acompanhado do nosso colunista J. Nascimento.

Um encontro oportuno.

Juntos, caminhamos para o núcleo da grande solenidade.

Almir e o repórter-fotográfico Cláudio Micheli foram para o palanque.

Eu e o Nasci nos aboletamos na escadaria da Catedral, logo atrás do palanque e de frente para a massa de paulistanos de todas as origens que, naquela tarde/noite, teve o privilégio de protagonizar um dos mais belos capítulos da nossa História.

Noite dessas, na TV, vi o ator Lázaro Ramos dizer que, se pudesse escolher um momento político para viver, esse momento seria uma das grandes manifestações pelas Diretas-Já.

Do lado de cá da telinha, confesso, fiquei emocionado.

Por instantes, deixei-me levar pelo tal túnel do tempo.

E pensei comigo mesmo:

– Pois é, Lazinho, eu estive lá. Se me permite, eu lhe conto como foi…  LEIA AQUI!

 

Nota do Blog: 

Também trabalharam na edição do jornal: as repórteres Regina Maria Curuci e Leila Kiyomura

 

 

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1 Response
  • VERONICA PATRICIA ARAVENA CORTES
    27, janeiro, 2020

    Que emoção!

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