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Glenn Greenwald e o jornalismo

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Foto: Arquivo Pessoal

No estúdio, um dos entrevistadores  faz a pergunta:

“O Sr. acha que o ministro Sérgio Moro pode ser candidato nas próximas eleições presidenciais?”

O entrevistado,  Gleen Greenwald, responde:

“Se Bolsonaro foi eleito, qualquer um pode.”

Sou jornalista.

Por formação e ofício.

Nunca fui o Mandachuva do bairro Peixoto.

Um malajambrado Dom Quixote, talvez.

Mesmo assim – e talvez por isso mesmo -, aos trancos e barrancos, estou nessa rotina de enfileirar letrinhas (uma atrás da outra, atrás da outra, atrás da outra…) lá se vão 46 anos.

Se em determinado momento, não pude escrever tudo o que quis; seguramente, meus caros, nunca escrevi o que não quis.

Sou persistente, acreditem!

Nessa toada, entre o bêbado e o equilibrista, tenho dado meu recado como acho que posso e devo.

 

Jornalismo é caráter.

(Quem tem tem. Quem não tem não se conforma.)

Jornalismo é, sobretudo, respeito ao bem comum.

Pedem-me – ex-alunos e alguns chegados – que escreva sobre a denúncia do Ministério Público contra o jornalista Gleen Greenwald.

Sabem o que penso, creio. Tanto na sala de aula como nas dezenas de textos que escrevi ( e escreverei) sobre a Imprensa, vou sempre referendar a liberdade de expressão como esteio de toda sociedade justa, democrática. E igualitária.

Não há como negociar valores como esses: o bem comum, o caráter,  a liberdade de expressão – e, a essência da profissão, que é o respeito à verdade factual.

Simples assim.

Todo o governante – ou aspirante a… – com rudimentos de autoritarismo tem o jornalismo independente e atuante como inimigo.

Pior que o pretenso caudilho da vez são os sabujos que aplaudem e estendem o tapete para o Pimpão pisar.

Vai daí que…

Quem tem olhos para ver que veja!

Quem tem ouvidos pra ouvir que ouça!

Leiam também:

“A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou na Procuradoria-Geral da República uma representação por “abuso de autoridade” por parte do procurador federal Wellington Divino de Oliveira, que apresentou denúncia contra o jornalista Gleen Greenwald.

A ABJD diz que ele “comporta-se de forma a atingir aqueles que considera desafetos políticos do ministro Sérgio Moro e do governo a que pertence, fazendo claro e distorcido uso do cargo público para atender a interesses e motivações pessoais”.

Da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

“Uma denúncia que afronta garantias constitucionais, a liberdade de imprensa e a democracia. Assim pode ser resumida a impressão causada pela peça acusatória do procurador da República Wellington Divino de Oliveira contra o jornalista Gleen Greenwald.”

Leia AQUI a reportagem de Rafa Santos para o Consultor Jurídico.

“Jornais como New York Times e The Guardian denunciam tentativas reiteradas do governo Bolsonaro de cercear a liberdade de imprensa no país.

Leia AQUI a reportagem da revista CartaCapital.

“Glenn diz que resistência democrática brasileira é maior do que esperava.”

Leia AQUI o artigo de Chico Alves para o portal UOL.

 

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