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Na arquibancada da vida…

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Voltei ontem, no final da tarde, de Porto Alegre, onde fiquei dois dias para cumprimento de uma agenda profissional.

O assunto na cidade, como não podia deixar de ser, era um só.

Adivinhe?

Acertou!

Grêmio na cabeça!

A final da Libertadores entre o lado azul da gauchada e o argentino Lanús.

Sobravam camisas tricolores nas ruas, dos mais diversos estilos, pelas ruas da cidade.

(…)

Notei que era uma euforia contida.

A expectativa da primeira partida era enorme.

Diria que os gremistas se inflamavam mais e mais quando percebiam que havia algum colorado, mesmo que enrustido, por perto.

Aí, era só euforia!

– Vamos tingir a América e depois o mundo de azul, preto e branco.

(…)

No papo entre eles, porém, percebi que a coisa era mais reservada.

– Argentino é catimbeiro.

– Os caras viraram duas partidas improváveis. Contra o San Lorenzo  e o River Plate …

– O San Lorenzo é o time do Papa?

– É, esse mesmo…

– Vixi, então os caras são poderosos mesmo.

Foi um dos diálogos que ouvi de gremista para gremista.

(…)

Outro foi no aeroporto de Congonhas, já no desembarque, naquele bendito ônibus que leva o passageiro até o Terminal. Aquele que fica paradão por infindáveis minutos (para quem sai de um voo, qualquer voo, qualquer espera é sempre infindável) até que todos desçam e possam seguir o carreto.

Pois então…

Fui um dos primeiros a chegar ao ônibus, logo em seguida uma gaúcha, usando a camisa do Grêmio por baixo de um blazer dos mais elegantes.

A moça era bonita.

Instantes depois dela, entrou um rapaz, com sotaque argentino e ares de galanteador.

Foi direto na fonte.

(…)

– Não vais ao jogo? Por que?

E a moça:

– Bem que eu queria estar, mas o trabalho me mandou para São Paulo. Primeiro a obrigação, né?

– Mas, estás bem assim, bonita, continuou o gringo já invadindo perigosamente a área da gremista.

– Usar a camiseta foi minha forma de me sentir presente, disse a moça.

– Sabe que trabalho perto da Arena, em Porto Alegre – continuou o assunto o rapaz… – Logo cedo, quando cheguei na empresa, já vi muitos gremistas por lá. Estavam, como se diz, cambalachos, chapados, e comemorando…

A moça sorriu – e abriu o jogo:

– Minha preocupação agora é arranjar um Lugar para assistir ao jogo pela TV.

– Por isso, não… – disse o rapaz, mas foi no exato instante que o ônibus chegou ao destino e eu os perdi de vista. Perdi também a sequência do assunto.

(…)

Ah! O Grêmio venceu o jogo, repleto de lances polêmicos.

Quanto àquela conversa ouvida, só acrescento que o rapaz não me pareceu torcedor do Lanús, e que, portanto, apostaria que o encontro ali foi bem mais tranquilo.

Desconfio que o argentino ganhou a gauchinha…

(*foto: jô rabelo)

 

 

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