Sign up with your email address to be the first to know about new products, VIP offers, blog features & more.

O rábula, a formatura e Woodstock

Ah! Esses garotos sabem como trincar o coração deste emotivo rábula…

Como sempre faço, quando participo de cerimônias de formatura, preparo um breve pronunciamento para, como coordenador do curso de Jornalismo, saúda-los por este importante momento em suas vidas.

Além de parabenizá-los, é praxe que o meu falarico faça referência à História da Imprensa e seus desafios.

Registre-se que nesses momentos, nós, professores/jornalistas que compomos a mesa, mais do que o canudo do diploma, imaginamos entregar às novas gerações o bastão para que se preservem dignos e fiéis aos preceitos do jornalismo independente na eterna corrida de revezamento que o implacável Sr. Tempo à toda Humanidade.

Somos os tais historiadores do cotidiano – assim nos definem quem estuda o Jornalismo como ciência e/ou fenômeno social.

Bem, na noite de ontem, os formandos do Manhã 2 da Universidade Metodista de São Paulo cismou de entrar solenemente no salão nobre do Campus Rudge Ramos, onde ocorreu a solenidade, ao som de “With A Little Help From My Friends”.

A dolente canção dos Beatles que a voz rouca e inigualável de Joe Cocker consagrou em Woodstock em agosto de 1969.

Pois então, meus caros… Sou dessa geração.

Tinha 18 anos à época.

Era um jovem, de cabelos longos e desgrenhados, sonhador – e algo inconsequente.

Não fui ao festival dos festivais, por motivo$ óbvio$.

Mas, fiéis ao nosso tempo, eu e o ‘malucos’ do Cambuci assistimos ao documentário sobre Woodstock por três ou quatro vezes, em sessões corridas no cine Riviera, ali na Lins de Vasconcelos.

Diria que foi um fim de semana épico.

Tanto que, ontem, quando me encaminhei para a tribuna ainda reluziam, em minha mente, as indefectíveis imagens de então: a guitarra em chamas de Jimmy Hendrix, a áspera interpretação de Jane Joplin, a sonoridade tosca e única do violão de Richie Haven, o suingue de Carlos Santana, a bela e contundente Joan Baez e a leitura epilética e definitiva de Cocker…

Quando abriram o microfone para que eu falasse, dispensei o discurso antecipadamente preparado. Lembrei outra canção dos Beatles que fala de “um longo e sinuoso caminho”. Que mesmo os dias cinzas ou sob temporais – que certamente todos enfrentaremos – trarão um tantinho de luz e cor.

Há que se buscar o sol, mesmo que seus raios nos cheguem espontaneamente.

Terminei desejando que a trajetória de cada um dos formandos seja plena de conquistas.

E que saibam, ao longo da jornada, semear flores e amores…

signature