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Sessão fofura

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Seria demais pedir aos meus caros e improváveis leitores que hoje esqueçamos aqui, no Blog, o Mundial da Rússia?

Quero lhes contar um causo que, saborosamente, enquadro na categoria de “Sessão Fofura”.

(…)

Foi o que me aconteceu no fim de semana passado quando viajei para a pequena São José do Barreiro, Vale do Paraíba, próxima à divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro.

Não sou exatamente um Google Maps, mas acho sempre bom dar a devida localização de onde ocorrem os fatos.

(…)

Estava ali na Praça da Matriz, degustando o entardecer entre as montanhas da Serra da Bocaina, ao lado do amigo Paulo de tantos e tantos carnavais idos e vividos. Falávamos sobre amenidades como convém, aliás, à nossa idade e ao aprazível e florido local.

Foi quando chegou a Bia e sua pequena filha, a Laura, de 4 anos. Uma graça de menina.

(…)

A Bia é amiga de nossos filhos, também de muito tempo. E gentilmente nos cumprimentou.

Serei sincero, como é de meu costume.

Ela e a menina conhecem mais ao Paulo do que a mim. Ele é mais constante em Barreiro do que eu e cousa e lousa e mariposa.

Por isso, a Laurinha correu cumprimentar o Paulo – e me olhou assim soslaio.

Diria que com algum temor.

(…)

A mãe zelosa percebeu o constrangimento da situação, e tentou quebrar o gelo.

Fez, então, uma apresentação formal:

– Este senhor (euzinho) é o pai do Rodolfinho, lembra? Ele também se chama Rodolfo.

Achei muita informação para aquela cabecinha, mas sentado no banco da praça estava, sentado fiquei.

Esbocei um sorriso.

A Bia insistiu:

– Vai lá dar beijinho nele!

(…)

Um tanto quanto retraída a menina se aproximou, sempre me olhando algo desconfiada.

Deu um abraço tímido e fez um carinho na minha barba grisalha.

Não se conteve, porém.

– É de verdade, disse

No minuto seguinte, abriu o sorriso e, com a mais alta das convicções, saiu-se com esta:

– Você parece o Papai Noel.

(…)

Todos rimos. Eu, também.

Era sinal de que despertava nela uma boa impressão.

As crianças sempre estão mais próximas ao Divino do que nós, reles adultos. Por isso, é bom tê-las sempre por perto, e a nosso favor.

(…)

A conversa entre nós, grandões, continuou – e a menina sempre me olhando.

Marota, aguardou passar a correria de alguns garotos quase da mesma idade que ela para fazer a seguinte comentário, agora olhando firmemente para mim:

– Olha, Papai Noel, eu sou boazinha, viu? Pergunte para minha mãe. Agora aqueles meninos ali (os tais que passaram em disparada e afoitamente quase nos atropelaram)… Aqueles meninos só fazem feiura.

(…)

Pode uma gracinha dessas?

A Laura já estava garantindo o seu bom natal de 2018.

Olhem que eu nem estava vestido de vermelho. E fui, digamos assim, solenemente reconhecido.

]

(foto: camila bevilacqua)
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