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Onde mora Cristo hoje?

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Fraternidade e moradia.

Ele veio morar entre nós.

(Jacó 134)

Leio a descrição do cartaz que anuncia a Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

Traz a representação de um mendigo deitado em um banco da praça, protegido por um cobertor que cobre o rosto e as mãos, mas deixa aparecer os pés chagados, que revelam sua identidade, especialmente a quem se senta ao seu lado: é Cristo Sem-Teto!

A escultura do Cristo Sem-Teto (Homeless Jesus) é obra do artista católico canadense Timothy Schmalz, que a desenvolveu, em 2012, depois de ver um morador de rua dormindo em um banco de parque em Toronto, no Canadá. Lembrou-se então da parábola do juízo final (Mt 25,35-45), na qual Jesus afirma: “todas as vezes que fizestes isso a um destes mínimos que são meus irmãos foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).

A peça original, feita em 2013, foi oferecida ao Regis College, uma faculdade de teologia dos jesuítas em Toronto, que a instalou do lado de fora de sua entrada principal. Primeiro uma miniatura e depois uma réplica foi oferecida ao Papa Francisco, que a mandou colocar próximo da entrada da Esmolaria Apostólica, departamento da Santa Sé que tem a função de exercer a caridade para com os pobres em nome do Papa.

Hoje, ela está presente em diversas cidades do mundo, inclusive no Brasil, junto à catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro–RJ e em Cafarnaum, em Israel, cidade em que Jesus morou.

A escultura convida as pessoas a postarem-se ao lado e refletirem sobre a dignidade dos marginalizados, a importância da compaixão e a responderem:

Onde mora o Cristo hoje?

Sigo com o relato da CNBB:

Ao fundo, as silhuetas de uma cidade e de casas em tons terrosos, marrom e laranja, evocam os contrastes urbanos e a realidade concreta de tantas pessoas sem moradia digna.

A diversidade das moradias nos lembra de que a casa é lugar de vida, dignidade e afeto, mas, para muitos, permanece um direito negado.

O lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14) está ao centro, como uma proclamação da Encarnação de Deus, que escolheu habitar as periferias humanas.

A presença da Igreja com a cruz, também centralizada, aponta para a missão do Povo de Deus: ser sinal de acolhimento, presença e compromisso com os que mais sofrem.

Com uma atmosfera penitencial, o cartaz nos convida à conversão: acolher o Cristo que mora nas ruas, nos barracos, nas ocupações, nos becos e nos corações sem lar.

A Campanha da Fraternidade 2026 é um chamado à solidariedade e à ação concreta a fim de que todas as pessoas tenham um lugar para viver com dignidade, como filhos e filhas de Deus.

Em tempo:

A identidade visual da CF 2026 foi desenvolvida pela Assessoria de Comunicação da CNBB.

TRILHA SONORA

1 Response
  • Analy Cristofani
    20, fevereiro, 2026

    Tanta contradição quando tentam – e de certa forma calam o Padre Júlio Lancellotti em benefício dos ricos, do que eles chamam de progresso e alinhamento político com um prefeito mau caráter…
    Não, a Igreja não vê o Cristo no pobre, não a Arquidiocese de Dom Odilo Scherer, que trava a possibilidade da mão estendida ser vista e copiada.

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