Ilustração a partir da foto de Leila Rodrigues/Arquivo
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“Espera… Olha para isso…”
Não era para mim o alerta.
Mas, parei.
Parei e, por pura intuição, olhei para o grafite, já um tanto gasto, que o moço indicava.
Tinha a inscrição:
“Só existem dois dias do ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Temos o hoje. Só temos o hoje. Bora acreditar e amar…”
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Eita que a réplica do Paulo Coelho andou por aqui, pensei comigo.
Há tempos não vinha caminhar no parque perto de casa.
Lembro que estava fechado para a reforma. Reabriu – e nem sequer me dei conta de aqui voltar.
Será que antes da reforma já existia o grafite no muro que cerca a fonte artificial.
Talvez.
Pelo quebradiço das letras quase não dá leitura.
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Foi o atento rapaz que chamou atenção da jovem esposa e das filhas pequenas.
Olhei para o grafite e, simultaneamente, ao acaso, olhei para a jovem família que também olhava para o recado anônimo.
Exagero dizer que todos meditávamos sobre o que acabávamos de ler?
Verdade verdadeira. O certo sem mentira.
Todos sorriam. Um sorriso lindamente poético e inspirador.
Sorriso de quem acredita.
Bora ser feliz, gente. Que é o que nos cabe e resta…
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Detalhe.
Não registrei a cena. Por dois óbvios motivos: 1 – foi tudo tão espontâneo e verdadeiro que, seguramente, eu/fotógrafo não saberia captar a essência do momento. 2 – não levo celular quando saio para caminhar à toa e de olho na vida que pulsa. Especialmente nas manhãs de um sábado ensolarado.
É isso.
Volto na segundo que amanhã dou folga ao pessoal do Blog.
Inté!
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TRILHA SONORA
Insisto e repito.
Se o mundo anda assim_assim, não é por falta de trilha sonora.
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