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Chico Buarque e outro Prêmio Camões

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Foto: Divulgação

Temos um presidente que é chegado numa picuinha.

Imagina divertir-se com o aborrecimento alheio, especialmente daqueles que não compartilham das suas ideias (ou falta de…).

Em outras palavras, afunda-se no ressentimento.

Ao ser questionado sobre a chancela no diploma do Prêmio Camões de Literatura que o cantor, compositor e escritor Chico Buarque recebeu no início deste ano, não perdeu a oportunidade do que imaginou ser um chiste com ares autoritários.

Respondeu:

“É segredo. Chico Buarque? Tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026, eu assino.”

Ou seja, ele já se sente reeleito.

Pois então, meus caros.

O Prêmio Camões de Literatura foi criado em 1989 e, desde então, pela nobreza da láurea, tem a assinatura dos presidentes de Brasil e Portugal no certificado que é entregue à personalidade escolhida. “Um escritor cuja a obra contribua para a projeção e o reconhecimento da língua portuguesa”.

O vencedor ainda recebe 200 mil euros.

Chico Buarque usou o Instagran para responder à declaração presidencial.

Tratou-a com ironia:

“A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”.

Simples assim.

Aliás, as infelizes declarações do presidente e de seus diletos colaboradores, ministros e afins não primam, digamos, pelo discernimento.

Lula recebeu recentemente o título de Cidadão Honorário de Paris.

O Teatro Municipal de São Paulo abriu suas portas para receber, em cerimônia de desagravo, a atriz Fernanda Montenegro “para interpretar a si mesma no momento em que a ameaça à liberdade de expressão sofre sérias ameaças”.

E o índio Raoni é um dos favoritos para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

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