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Os quadrinhos e a Imprensa

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“Os quadrinhos, como hoje conhecemos, nasceram com o Jornalismo como forma de impulsionar as vendas dos jornais norte-americanos para um público de imigrantes que mal sabiam falar em inglês. ”

Fui convidado – e participei com muita honra – da banca avaliadora do Trabalho de Conclusão de Curso “Histórias em Quadrinhos – E seu impacto nas editoras e jornais brasileiros”, de autoria José Eduardo de Maria Negro, formando do Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

O trabalho de Negro teve como proposta “mostrar a união das histórias em quadrinhos com o Jornalismo no Brasil, como ocorreu este fato e como foi o processo até chegar os dias atuais. Trata-se de uma monografia que, bem objetivamente, se propõe a mostrar a importância das HQs na formação editorial brasileira.

Alguns dos expoentes editoriais brazucas, como a Editora Abril, começam imprimindo os então chamados “gibis” e se tornam um dos grandes tentáculos da mídia impressa no País.

O autor ressalta ainda a importância de trabalhos acadêmicos como os assinados por Álvaro Moya, Antônio Luiz Cagnin, José Marques Melo, Sônia Bibe Luiten e Valdomiro Vergueiro. Para o jovem pesquisador, o aval desses pioneiros foi fundamental para amenizar os quadrinhos da mal-ajambrada pecha de ser uma literatura menor “por tentar impor uma americanização da cultura mundial”.

“Os quadrinhos – conclui o autor – não são chamados de arte à toa. São considerados a nona arte, pois juntam escrita e imagem (…) Cada vez mais pessoas escrevem trabalhos acadêmicos sobre histórias em quadrinhos – e não apenas no ramo da Comunicação. São consideradas hoje de alto valor pedagógico e relevantes para nossa formação humanística”.

Como leitor apaixonado que fui e colecionador das revistinhas de Roy Rogers, Zorro, Cavaleiro Negro, Fantasma, Tarzan, entre outros títulos. Só fiz aplaudir a iniciativa do Negro e aprova-lo.

Como diz ele em um dos trechos da monografia:

“Quem nunca parou para ler uma publicação de quadrinhos que atire a primeira pedra…”

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