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O Museu abandonado
29/02/2016
 

Era de causar admiraÁ„o a emoÁ„o do professor Josť Sebasti„o Witter na primeira semana de dezembro de 1999.

O professor despediu-se do cargo de diretor do Museu Paulista da Universidade de S„o Paulo, o Museu do Ipiranga, por obra e graÁa de alguns tr‚mites burocrŠticos que o obrigaram a se aposentar, apůs 48 anos de vida acadÍmica, dentro da instituiÁ„o. Uma sťrie de eventos marcou aqueles dias que incluiu a posse da nova diretoria, um jantar em sua homenagem organizado pelas lideranÁas locais e a inauguraÁ„o da majestosa iluminaÁ„o externa do centenŠrio prťdio do Museu, seu ķltimo ato como diretor.

Todos esses momentos, a bem da verdade, surpreenderam esse paulista com olhos de menino espantado, como a quem vislumbrasse o mar pela primeira vez.

ďFoi o coroamento da minha carreira na USPĒ, confessou mais tarde.

O emťrito professor doutor em Histůria, membro da Academia Brasileira de EducaÁ„o, escritor compulsivo, cientista, pesquisador e ďmarqueteiroĒ (como ele gosta de se definir) testemunhou, naquela noite, e com justificado orgulho, a luminosidade de uma obra que se revelara impossŪvel hŠ seis anos (1993) quando aportou no bairro do Ipiranga. N„o sabia da ďhercķleaĒ tarefa que o esperava ali na chamada Colina Histůrica.

Chegou para reerguer o combalido prťdio do Museu Paulista da Universidade de S„o Paulo. ņquela ťpoca, t„o distante da comunidade que lhe emprestou o nome quanto da Academia.

O Museu vivia um perŪodo dramŠtico, de ostracismo e abandono.

(...)

II.

O texto acima faz parte da apresentaÁ„o da minha dissertaÁ„o de mestrado ďA Nova Imagem de Uma InstituiÁ„o CentenŠriaĒ Ė eu a defendi em 2000 e, jŠ naquela ocasi„o, retratei a triste realidade vivida por uma das mais importantes histůricas do PaŪs: o Museu Paulista da Universidade de S„o Paulo, popularmente conhecido como o Museu do Ipiranga.

Minha principal fonte, o professor Josť Sebasti„o Witter, jŠ manifestava o temor que, apůs sua saŪda, todo esforÁo que fizera para recuperar o Museu poderia se perder. Um patrimŰnio daquele quilate precisaria de cuidados constantes e sobretudo o empenho dos diversos segmentos sociais que compűem a base de sobrevivÍncia da InstituiÁ„o: o MunicŪpio, o Estado, a FederaÁ„o, a průpria Universidade, o bairro do Ipiranga e mesmo a iniciativa privada.

Trata-se de um intricado jogo de responsabilidades: o Museu pertence ŗ USP que pertence ao Estado. O Parque da IndependÍncia, onde estŠ localizado, ť de ‚mbito nacional, e estŠ sob os cuidados da Uni„o. Mas, quem faz os serviÁos de conservaÁ„o e preservaÁ„o de toda a Šrea ť a Prefeitura.

O professor Witter conseguiu reunir, na sua empreitada, vŠrias forÁas da sociedade para ďampararĒ o Museu Ė FundaÁ„o Roberto Marinho, O Estado de S. Paulo, FIESP, o Ministťrio da Cultura, as secretarias estaduais e municipais. Chegou inclusive a implementar a criaÁ„o da Sociedade de Amigos do Museu do Ipiranga para que seu legado tivesse prosseguimento Ė e todo aquele esforÁo n„o fosse em v„o.

III.

No sŠbado, tirei a manh„ para um passeio pelas trilhas e alamedas do Parque da IndependÍncia. Vi com tristeza a entrada do Museu interditada ao pķblico e, segunda ali me informaram, sem prazo para a reabertura.

As reformas est„o programadas, e sů devem estar concluŪda depois de 2020.

Lembrei-me do saudoso amigo e mestre que nos deixou hŠ dois, trÍs anos. Que falta faz ao Brasil de hoje intelectuais empreendedores e comprometidos com o social como o grande professor Witter.

 
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