HOME BLOG CONTATO INDIQUE ESTE SITE
 
BLOG
Blogs no mÍs 09/2017
Blogs no mÍs 08/2017
Blogs no mÍs 07/2017
Blogs no mÍs 06/2017
Blogs no mÍs 05/2017
Blogs no mÍs 04/2017
Blogs no mÍs 03/2017
Blogs no mÍs 02/2017
Blogs no mÍs 01/2017
Blogs no mÍs 12/2016
Blogs no mÍs 11/2016
Blogs no mÍs 10/2016
Blogs no mÍs 09/2016
Blogs no mÍs 08/2016
Blogs no mÍs 07/2016
Blogs no mÍs 06/2016
Blogs no mÍs 05/2016
Blogs no mÍs 04/2016
Blogs no mÍs 03/2016
Blogs no mÍs 02/2016
Blogs no mÍs 01/2016
Blogs no mÍs 12/2015
Blogs no mÍs 11/2015
Blogs no mÍs 10/2015
Blogs no mÍs 09/2015
Blogs no mÍs 08/2015
Blogs no mÍs 07/2015
Blogs no mÍs 06/2015
Blogs no mÍs 05/2015
Blogs no mÍs 04/2015
  Silvaninha e o Sr. Destino - 18/04/15
  Walter Franco, show em Sampa - 17/04/15
  A quest„o da terceirizaÁ„o - 16/04/15
  O genial Paulinho da Viola - 15/04/15
  120 anos de futebol - 14/04/15
  O beijo, o cascatol e o aperto de m„o - 13/04/15
  "O flagelo do Brasil ť a misťria" - 12/04/15
  Palavra de Rei - 11/04/15
  Apesar de VocÍ, a histůria (2) - 10/04/15
  Apesar de VocÍ, a histůria - 09/04/15
  O senador e a PEC dos jornalistas - 08/04/15
  Dia do Jornalista - 07/04/15
  Sobre jornalistas e aventureiros - 06/04/15
  Boa PŠscoa - 04/04/15
  A trťgua - 03/04/15
  O calhorda - 02/04/15
  AnotaÁűes sobre o Dia da Mentira - 01/04/15
Blogs no mÍs 03/2015
Blogs no mÍs 02/2015
Blogs no mÍs 01/2015
Blogs no mÍs 12/2014
Blogs no mÍs 11/2014
Blogs no mÍs 10/2014
Blogs no mÍs 09/2014
Blogs no mÍs 08/2014
Blogs no mÍs 07/2014
Blogs no mÍs 06/2014
Blogs no mÍs 05/2014
Blogs no mÍs 04/2014
Blogs no mÍs 03/2014
Blogs no mÍs 02/2014
Blogs no mÍs 01/2014
Blogs no mÍs 12/2013
Blogs no mÍs 11/2013
Blogs no mÍs 10/2013
Blogs no mÍs 09/2013
Blogs no mÍs 08/2013
Blogs no mÍs 07/2013
Blogs no mÍs 06/2013
Blogs no mÍs 05/2013
Blogs no mÍs 04/2013
Blogs no mÍs 03/2013
Blogs no mÍs 02/2013
Blogs no mÍs 01/2013
Blogs no mÍs 12/2012
Blogs no mÍs 11/2012
Blogs no mÍs 10/2012
Blogs no mÍs 09/2012
Blogs no mÍs 08/2012
Blogs no mÍs 07/2012
Blogs no mÍs 06/2012
Blogs no mÍs 05/2012
Blogs no mÍs 04/2012
Blogs no mÍs 03/2012
Blogs no mÍs 02/2012
Blogs no mÍs 01/2012
Blogs no mÍs 12/2011
Blogs no mÍs 11/2011
Blogs no mÍs 10/2011
Blogs no mÍs 09/2011
Blogs no mÍs 08/2011
Blogs no mÍs 07/2011
Blogs no mÍs 06/2011
Blogs no mÍs 05/2011
Blogs no mÍs 04/2011
Blogs no mÍs 03/2011
Blogs no mÍs 02/2011
Blogs no mÍs 01/2011
Blogs no mÍs 12/2010
Blogs no mÍs 11/2010
Blogs no mÍs 10/2010
Blogs no mÍs 09/2010
Blogs no mÍs 08/2010
Blogs no mÍs 07/2010
Blogs no mÍs 06/2010
Blogs no mÍs 05/2010
Blogs no mÍs 04/2010
Blogs no mÍs 03/2010
Blogs no mÍs 02/2010
Blogs no mÍs 01/2010
Blogs no mÍs 12/2009
Blogs no mÍs 11/2009
Blogs no mÍs 10/2009
Blogs no mÍs 09/2009
Blogs no mÍs 08/2009
Blogs no mÍs 07/2009
Blogs no mÍs 06/2009
Blogs no mÍs 05/2009
Blogs no mÍs 04/2009
Blogs no mÍs 03/2009
Blogs no mÍs 02/2009
Blogs no mÍs 01/2009
Blogs no mÍs 12/2008
Blogs no mÍs 11/2008
Blogs no mÍs 10/2008
Blogs no mÍs 09/2008
Blogs no mÍs 08/2008
Blogs no mÍs 07/2008
Blogs no mÍs 06/2008
Blogs no mÍs 05/2008
Blogs no mÍs 04/2008
Blogs no mÍs 03/2008
Blogs no mÍs 02/2008
Blogs no mÍs 01/2008
Blogs no mÍs 12/2007
Blogs no mÍs 11/2007
Blogs no mÍs 10/2007
Blogs no mÍs 09/2007
Blogs no mÍs 08/2007
Blogs no mÍs 07/2007
Blogs no mÍs 06/2007
Blogs no mÍs 05/2007
Blogs no mÍs 04/2007
Blogs no mÍs 03/2007
Blogs no mÍs 02/2007
Blogs no mÍs 01/2007
Blogs no mÍs 12/2006
Blogs no mÍs 11/2006
Blogs no mÍs 10/2006
Blogs no mÍs 09/2006
O amigo de inf‚ncia
19/04/2015
 

Uma bela surpresa.

N„o acredito quando vejo em meu email o nome do Nestor.

O Nestor, meus caros, ť um amigo de inf‚ncia, dos tempos do Cambuci, que ganhou o mundo ainda pequeno e agora, diz ele, mora na Bťlgica.

O mais notŠvel ť que o Nestor diz que me achou, via redes sociais. E aŪ estŠ o grande barato: sou absolutamente ausente das ditas-cujas. O que mostra que o destemido e raÁudo volante dos infantil do Botafoguinho, da AclimaÁ„o, continua com o mesmo e denodado empenho que jŠ demonstrava nos campinhos de terra batida, dos idos em que ťramos garotos.

O cara foi caÁando meu paradeiro aqui e ali, um usuŠrio apůs outro, atť encontrar meu endereÁo eletrŰnico.

Sua mensagem chegou repleta de lembranÁas daqueles anos Ė os rachas no barranc„o do Parque da AclimaÁ„o, a generosidade do nosso tťcnico, o Jo„o Bicudo (que foi assassinado em um assalto ŗ loja em que trabalhava, na 25 de MarÁo), o Sal„o da CrianÁa (olhem o que ele foi lembrar), o sŠbado em que fomos a pť, do Cambuci ao EstŠdio do Pacaembu, assistir a abertura dos Jogos Pan-americanos de 1963, entre outras peripťcias de moleques, felizes e sonhadores, naquela S„o Paulo que ainda era pouco mais do que uma aldeia.

II.

ņquela ťpoca, como agora, embora garotos, jŠ ouvŪamos o burburinho de que as coisas n„o andavam bem e que algo de muito ruim poderia vir a acontecer.

No ano seguinte, veio a Redentora. Que n„o tirou nosso sono de crianÁas, mas preocupava nossos pais. Lembro o meu pequeno quarto transformado em dispensa pelo Velho Aldo, meu pai. Os mantimentos eram uma precauÁ„o caso houvesse a tal guerra civil (que acabou n„o acontecendo).

N„o recordo exatamente quanto tempo depois (se foram meses ou anos), veio a notŪcia de que o pai do Nestor estava preso. N„o entedemos bem o que havia acontecido. O Sr. Nestor era trabalhador. Todos os dias, nůs o vŪamos, de macac„o azul, se encaminhar para a FŠbrica de Latas Americanas, onde seu ofŪcio era dirigir uma empilhadeira.

… certo que, em duas ou trÍs vezes, o encontramos ŗ frente de uma leva de trabalhadores que se encaminharam para o Largo do Cambuci, onde se encontrariam com outros operŠrios para ouvir o discurso de n„o sei quem.

III.

Foi a primeira vez que ouvi a palavra ďgreveĒ na vida.

O Nestor andou tristonho naqueles dias.

A m„e dele, ent„o, desesperou-se com a pris„o.

Os adultos pediam para que a gente n„o tocasse no assunto com o nosso amigo.

ďAs crianÁas, por vezes, s„o cruťis em suas brincadeirasĒ, lembro-me de ouvir a m„e dizer. ďNem o garoto, nem a famŪlia merecemĒ.

IV.

AŪ que nada entendi. O homem era preso Ė e qual o motivo?

ďIsso n„o ť assunto de crianÁaĒ, disse o pai. ďO Sr. Nestor n„o fez nada de errado, ť um homem de coragem Ė e bastaĒ.

 
| cadastrar comentário | veja os comentários |
 
 
© 2003 .. 2017 - Rodolfo Martino - Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Sicca SoluÁűes.
Auto-biografia
 
 
 
BUSCA PELO SITE