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O blogueiro responde
30/06/2016
 

V.

N„o me tenham por demagůgico na avaliaÁ„o que fiz ao terminar o post/crŰnica de ontem.

Explico:

O repůrter que fui (e contŪnuo sendo e, penso, sempre serei) tem se sobreposto em textos recentes ao cronista que gosto de imaginar ser. Este, o cronista, ť mais viajand„o e adora cometer suas literatices.

A ķnica justificativa que tenho e lhes dou (a ele e a vocÍs) ť que o dia a dia nos dŠ o tema para o post e as divagaÁűes que dele resultam.

N„o controlamos Ė ou melhor, ao menos eu n„o controlo a necessidade de escrever sobre algo que me aconteceu, que vi, que observei, que me balanÁou e pretendo repartir com o leitorado.

VI.

Sei que nas redaÁűes n„o ť assim. Somos refťm da pauta do dia, mas aqui, no nosso playground, vale o impulso.

…, mais ou menos, como me dizem os alunos:

ďProfessor, na balada, o que vale ť o momento, ť a pegadaĒ.

Como n„o sou baladeiro, me viro como posso por aqui.

Se ť que me entendem?

VII.

De qualquer forma, fico feliz que essas figuras enigmŠticas (os personagens) tenham despertado o interesse do amigo e de alguns de vocÍs que, mexe e vira, me perguntam por eles.

Sou obrigado a confessar, no entanto: n„o sei o paradeiro das figuras.

S„o como aquelas pessoas queridas que passam pela nossa vida em determinados momentos, depois a průpria vida cuida de afastŠ-las por essa ou aquela raz„o.

Acontece com cada um de nůs.

Acontece por aqui, no Blog, tambťm.

VIII.

Para que ele e vocÍs n„o fiquem inteiramente no vazio, reparto o pouco que sei de cada um dos personagens.

ComeÁo pelo amigo Escova. Foi para interior, para a sua palhoÁa na regi„o de Pederneiras, quando a coisa polŪtica comeÁou a degringolar. Estava desenxabido que sů com tudo que via acontecer. Mandou uma ou outra mensagem, esta e aquela observaÁ„o aos meus posts, mas depois se calou.

Nada disse sobre as razűes do exŪlio voluntŠrio. Tambťm n„o serei eu a lhe perguntar.

Em outros tempos, diria que se enroscou a algum rabo de saia. Hoje, creio, essa possibilidade ť zero.

IX.

Quanto aos demais, notŪcias esparsas.

Soube vagamente que o Doutor Nicola andava por Paris e que a Garota dos Cabelos Vermelhos (que jŠ n„o ť t„o garota assim) anda batalhando uma vaga nas redaÁűes da vida como repůrter e fotůgrafa, e agora atende pelo nome de Amanda.

O Dinoel e a Dagmar n„o se acertaram mais.

Desconfio, porťm, que seguem procurando em outros o lindo e convulsivo amor que ambos viveram Ė e que o Blog retratou com exclusividade.

Quanto ao Homem de Lata, meu caro, este ť mais fŠcil de achar. Mesmo que n„o apareÁa por aqui, procure dentro de vocÍ, pois ele existe mesmo Ė se assim quisermos Ė no interior de cada um de nůs.

X.

Tambťm tenho saudade dessa minha turma de malucos-belezas.

TorÁo para que um dia reapareÁam.

Termino agradecendo o interesse e a atenÁ„o do caro leitor que me escreveu e de todos vocÍs, aŪ, do outro lado da tela.

Continuem por aqui, por favor.

E me queiram bem que n„o custa nada.

 
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