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Plínio Marcos e as quebradas do mundaréu (2)
31/03/2009
 

Plínio Marcos morreu em novembro de 1999. O que transcrevo a seguir é a segunda parte da entrevista que fiz com “o cronista das quebradas do mundaréu”, ao lado do amigo e jornalista Clóvis Naconecy de Souza, publicada em 4 de março de 1978.

A temática de hoje: arte, cultura e a implacável censura.

– Li uma entrevista, você fazendo uma comparação entre cultura erudita e cultura popular. Explique isso?

PM- Eu não fiz essa comparação, não. Eu disse que os intelectuais brasileiros são marginais de classe média que querem ganhar status através da cultura. E por isso mesmo eles só dão importância para a cultura erudita, desprezam a cultura de massa, a cultura popularesca e desconhecem totalmente a cultura popular.

– No ano passado tivemos o caso do Macumbinha (violonista negro que morreu no anonimato), você poderia colocar a situação do músico brasileiro. Naquela ocasião, lembro, você escreveu uma crônica a respeito da morte desse músico.

PM – A posição do músico é a de todos artistas, de todos nós. São 172 filmes estrangeiros na televisão brasileira por semana. 80 % das músicas que tocam nas rádios são estrangeiras, todos os dias. São 9.600 filmes estrangeiros contra 100 filmes brasileiros por ano no Brasil. Então, tudo isso, evidentemente, nos tira o mercado de trabalho e as pessoas vão acabar, como Macumbinha, se matando por desespero, por não poder sustentar a família, só com o exercício de seu ofício, de sua arte.

– Você é a favor dessa lei de obrigatoriedade?

PM - Não. Sou contra que entre lixo estrangeiro. Por que lixo estrangeiro? Por que nós temos que ter leis que protejam o filme estrangeiro? Em nenhum país civilizado do mundo você protege a importação de cultura de consumo. Só no Brasil, que aqui as classes dominantes vivem de vender café ao estrangeiro. E para o estrangeiro comprar café a gente tem que comprar a cultura de consumo deles. E nós estamos gastando mais na cultura de consumo do que na importação de petróleo. O que evidentemente é um empobrecimento econômico para o país, além de ser um empobrecimento cultural de nosso povo. Que essa importação de cultura está esmagando nossas manifestações mais espontâneas.

– Sua opinião sobre cinema nacional?

PM - Cinema nacional não pode existir porque não tem mercado. Se eles passam 9.600 filmes estrangeiros contra apenas 100 brasileiros, como é que vai se formar uma indústria cinematográfica? Porque quem decide o que deve ser visto por nós, brasileiros, é o exibidor, geralmente tem um traidor da pátria, um ignorantaço ganancioso ou então o distribuidor que é um mero testa-de-ferro das multinacionais do cinema. Então nosso cinema não pode existir, mão pode ter sua linguagem própria. Nós temos que conquistar nosso mercado de trabalho, para depois discutir cinema.

-- Qual a importância do teatro brasileiro hoje?

PM - O teatro brasileiro não faz nenhum sentido ao prezado momento, porque ele não é uma tribuna livre onde se possa discutir, até as últimas consequências, o problema do homem brasileiro. É um teatro subvencionado pelo governo, e qualquer arte atrelada a quem detém o poder é uma arte menor, muito menor. Não pode nem fazer seu papel de ser crítica da sociedade. Ao lado disso, a censura, que é um braço do colonialismo cultural, constrange os artistas que gostariam de discutir a realidade brasileira. Então, gera essa onda de obscurantismo, que envolve nosso país.

– Atualmente, quantas peças você tem censuradas?

PM – Quantas eu tenho ou...

– Ou quantas foram liberadas ?

PM – tenho duas peças em cartaz. As que não estão em cartaz ou estão proibidas ou estão sem alvará que é a mesma coisa. Pois não pode ser encenada. Ao todo, escrevi até agora 22 peças.

– Você sempre foi muito visado pela censura. Por quê?

PM - Bem, eu não me componho, não aceito com facilidade. Muito menos escrevo fazendo auto-censura. Então, sempre cria atritos. Agora eu não sou sambista, mas mesmo no mundo do samba eu já fui proibido. Por exemplo, a Mocidade Alegre do Bairro do Limão ia trazer uma alegoria, certa feita, com uma frase minha e a censura proibiu.

– Qual era a frase?

PM – Era: “Um povo que não ama e que não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será um povo livre”.

– Você se acha um homem realizado?

PM – Se eu me achasse um homem realizado eu deitava e morria, né? Não pode haver nenhuma realização para nós, enquanto o povo brasileiro estiver nesse estado de miserabilidade em que se encontra. Impedido até de participar da sua história, e impedido de influir no seu próprio destino. Como faço parte do povo, também estou constrangido. Igualmente, né?

FOTO no blog: Caio Kenji

 
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