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Crônica de domingo
31/08/2014
 

Soube que abriu um restaurante novo perto de casa.

“Naquela rua atrás da padaria”, me diz o Romeiro, um dos porteiros de um prédio próximo de onde moro, aqui em Săo Bernardo do Campo.

“É chique que só, conheço o dono!”.

Romeiro fica zanzando do outro lado da calçada enquanto espera a hora de pegar no batente. É quando o encontro na manhă deste domingo arrastado e tedioso.

Saio para caminhar e, se possível, achar um tema para a crônica de hoje.

II.

Escrever, dia sim, outro também, por vezes, é um martírio.

Nada que li nos jornais de hoje me seduz e/ou anima.

O falante nordestino tenta me ajudar.

- Fale de política, homem. Das eleiçőes. Já que o seu Palmeiras tá de dá um dó.

Nesse exato momento, passa um carro de som do cantor Frank Aguiar, o Căozinho dos Teclados, que é candidato a deputado federal. E dá-lhe falaçăo, música alta e vários “aus aus”.

Romeiro entende logo o que penso.

Falar o quę disso tudo que estamos vivendo?

III.

Mudo de assunto.

Falo que ontem vi o programa do Serginho Groisman e me condoí com a tristeza de Erasmo Carlos (por ter perdido um filho recentemente). Ficou quase o todo tempo calado, aplaudindo discretamente as diversas apresentaçőes do programa e, quando chegou sua vez, cantou um rock pungente – e em grande estilo – chamado “Gigante Gentil”.

Ao terminar, despediu-se da plateia e, quando o apresentador tocou no assunto, preferiu cortar logo com um emblemático: “Vida que segue”.

Erasmo é um grande nome da MPB – talvez năo lhe façam a justiça necessária. É um grande homem, principalmente.

Romeiro năo assistiu ao programa. Nem sabia direito onde o parceiro de Roberto andava e o que fazia.

- Acho que a última música que ouvi dele foi aquela “Gatinha Manhosa”, diz sem muita convicçăo.

“Vamos respeitar a dor do homem”, completa – “e nem é um bom assunto pra turma lę no fim de semana. Concorda?”.

IV.

Năo tive tempo de responder.

Logo ele veio com a conversa do novo restaurante.

“É pra bacanudos como o senhor. Deve ser caro pra dedéu”.

Sem que eu lhe pergunte, ele conta a história de como nasceu o empreendimento. O dono era um executivo de sucesso em uma multinacional, ganhava ótimo salário, trabalhava pra caramba, andava estressado, distante da família, e năo era feliz. Largou tudo e, junto com a mulher e os filhos, decidiram partir para a aventura de viver fazendo única e exclusivamente o que se gosta.

“Ele agora é o chef”, conta Romeiro. “Faz pessoalmente todos os pratos, e se diz o cara mais feliz do mundo”.

Meu interlocutor sabe disso tudo porque o agora “chef” mora no prédio em que ele trabalha.

“Isto, sim, é assunto para uma crônica de domingo. Concorda?”

V.

Disse que pensaria no assunto.

Reparo que Romeiro se entusiasmou com o assunto. É provável que pense algo neste sentido para ele também. Tem sempre um suspiro saudoso quando lembra as praias do Ceará.

Năo o condeno. É um sonho que perpassa a cabeça da maioria das pessoas. A minha, inclusive. Só que năo descobri ainda o que gosto de fazer, nem onde. Mas, eu chego lá.

 
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