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O CalabrÍs
31/07/2012
 

N„o conheci meu avŰ paterno.

Morreu meses antes de eu nascer.

Herdei seu primeiro nome, Rodolfo, atť como forma de homenageŠ-lo e tambťm o jeit„o estourado de, por vezes, tentar resolver as pendengas que a vida se nos apresenta.

N„o ŗ toa que o apelido do vŰ Rodolfo era ďo CalabrÍsĒ.

Ele era alfaiate e chegou ao Brasil no inŪcio do sťculo 20, com 16 anos.

Veio junto com os irm„os ďfazer a AmťricaĒ Ė e por aqui ficou.

Constituiu famŪlia ao lado de outra oriundi, Rosina Leone, e teve uma penca de filhos.

Ald„o, meu pai, era o mais velho deles.

II.

A famŪlia sempre tratou a histůria do vŰ Rodolfo como um tabu.

Falavam superficialmente dele. Do jeit„o ensimesmado, do copo do bom vinho a acompanhar o dia a dia entre tesouras, agulhas e tecidos. E da imensa saudade que sentia da terra natal para onde retornou uma ķnica vez.

Certa vez, ainda jovem, ouvi de algum familiar Ė n„o me lembro qual Ė que vŰ enlouquecera de tanta melancolia.

Estranhei o silÍncio cķmplice da parentada ao redor Ė o pai n„o estava presente Ė, mas n„o dei import‚ncia ŗ falaÁ„o.

Quando se ť mais novo, imagina-se que o momento que vivemos e suas premÍncias Ė por mais tolas que sejam Ė s„o eternas, e o quÍ efetivamente valem.

N„o existe a histůria.

Nem os passos que fazem o caminho.

III.

HŠ alguns anos, passei alguns dias em NŠpoles e visitei o porto de onde partiam os navios que trouxeram os italianos para o Brasil.

Fiquei tocado com as histůrias que lŠ ouvi.

Nenhuma novidade. Histůrias que os livros oficiais nos ensinam ainda que superficialmente. A crise econŰmica e social, o desemprego, a fome e, sobretudo, a perspectiva de ďfazer a AmťricaĒ.

A maior parte dos imigrantes sonhava em voltar ŗ terra natal, enfatizou o guia que nos falava.

Sorte que raros tiveram...

-- Imaginem o que era para aqueles homens e mulheres rudes viver longe das pessoas que amavam e da terra onde nasceram?

N„o precisei nem dos versos pungentes de ďO Sole MioĒ para ter uma vaga noÁ„o e entender ďa melancoliaĒ do vŰ Rodolfo.

IV.

Passei o fim do ano passado em Torino, na ItŠlia.

Na praÁa central, o reveillon reuniu uma multid„o na praÁa central para um inesquecŪvel show.

Logo apůs as badaladas da meia-noite, os fogos e a confraternizaÁ„o, o grupo musical entoou o hino nacional da ItŠlia.

ExperiÍncia ķnica. De emoÁ„o e alumbramento.

Desconfio que o vŰ Rodolfo estava entre nůs.

N„o me perguntem como, mas deu para entender o porquÍ...

 
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