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Sol no rosto
31/08/2009
 

Vieira vai casar.

Foi ele průprio que me disse hoje pela manh„.

Preferi n„o entrar em detalhes.

Tenho meus motivos.

Vou contŠ-los ao lembrar uma antiga histůria.

Tinha uma viagem marcada para Natal, onde fugiria da lida e passaria uma semana na paz, entre dunas e praias e sol e mar.

O voo saŪa por volta das 13 horas em Congonhas. Havia tempo, pois, para fazer a barba e aparar o cavanhaque, coisa que faÁo, ao menos uma vez por semana, no amigo Vieira, cearense falador, que sonha em ser radialista, mas vive do que lhe rendem o pente, a tesoura e agora as terrŪveis mŠquinas elťtricas.

Assim que cheguei o homem estava terminando de ajeitar o sal„o para a lida daquele sŠbado. Que, aliŠs, ť um dia bastante concorrido nos salűes. O movimento ť maior e Vieira, doublť de barbeiro e locutor, costuma estar mais prosa do que o habitual.

Naquela manh„, porťm, eu o achei macambķzio, triste, ďdesenxabidoĒ, como ele mesmo me confessou. N„o precisei perguntar para que me dissesse sobre o motivo de tamanho desalento. Nanda, a oriental com quem vivia e era feliz, acabara de partir para a distante MalŠsia, sua terra de origem, ďlonge muito longeĒ.

Vieira falava e olhava para o relůgio na parede. ImplacŠvel no passar das horas e no aumentar o tal ďlonge muito longeĒ:

-- Partiu ontem ŗ noite. Agora deve estar chegando a Paris. Faz conex„o com...

Ele sabia timtim por timtim os passos da amada distante atť a ďlonge muito longeĒ MalŠsia. Por isso, olhava sistematicamente para o relůgio.

-- De Paris, ela pega um voo para Frankfurt, na Alemanha, e...

Pelo arrastar da conversa Ė quer dizer do monůlogo porque Vieira alterava a navalha ŗ mŠquina zero no meu rosto Ė, logo deduzi que a viagem era de ida sem volta. E, por mais que ele disfarÁasse, jŠ deveria ter se dado conta disso.

Era o fim.

Mas, n„o seria eu a dizÍ-lo.

AliŠs, notei a perplexidade da criatura assim olhou meu rosto, depois de consultar pela milťsima vez o inefŠvel caminhar dos ponteiros.

Desconfiei que ele průprio se dera conta do adeus.

Resolvi consolŠ-lo:

-- N„o fique assim, Vieira? O mundo n„o vai acabar porque...

N„o terminei a frase. Foi a vez de ele me surpreender:

-- O mundo, n„o. Mas, o seu cavanhaque, sim.

-- Como assim?

-- Olhei para o relůgio e... raspei o seu cavanhaque.

N„o tive alternativa. Perdoei o Vieira. Precisava mesmo tomar um sol no rosto.

(...)

Isso aconteceu hŠ cinco ou seis anos. ”bvio que a Nanda n„o voltou. ņs vezes, ele comeÁava a falar dela; eu cortava o assunto, de primeira. Bastava lembrŠ-lo da vez que fez o escalpe do meu cavanhaque.

Hoje, ele estava entusiasmado com o novo amor, a Bruna.

Preferi n„o entrar em detalhes.

Tenho meus motivos.

 
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